Governo pode rever restrições para abertura de empresas
O ministro da Indústria e
Comércio, Carlos Mesquita, prometeu levar ao Conselho de Ministros, uma
proposta que visa aliviar as restrições na constituição de empresas, durante o
período de Estado de Emergência.
O
ministro da Indústria e Comércio, Carlos Mesquita, visitou hoje o Balcão de
Atendimento Único (BAÚ) da cidade de Maputo, para se inteirar do processo de
rotatividade dos funcionários.
Lembra-se, que os serviços se encontram paralisados em cumprimento das
medidas adoptadas no âmbito do Estado de Emergência, declarado no dia 30 de
Março e prorrogado a 30 de Abril.
A introdução da rotatividade, conforme explicou Carlos Mesquita, vai
permitir a prestação de serviços mínimos aos cidadãos, que se vêem, neste
momento, impossibilitados de constituir empresas enquanto vigorar o Estado de
Emergência no país.
“Temos de pensar na pertinência da paralisação dos serviços do Balcão de
Atendimento Único ou relaxar algumas medidas porque há cidadãos que pretendem
constituir empresas, até para o fabrico de produtos essenciais para o combate à
Covid-19”, disse o o governante.
Na ocasião, Carlos Mesquita prometeu levar esta proposta ao Conselho de
Ministros para apreciação pois “a vida não parou e temos que olhar para
aspectos que têm a ver com o desenvolvimento da nossa economia, mas respeitando
as principais medidas de combate a esta pandemia”.
Entretanto, Mesquita desafiou o BAÚ a introduzir reformas que concorram
para a redução de tempo na tramitação dos processos para permitir que as
licenças e os alvarás sejam emitidos em tempo útil, acções que podem ditar o
melhoramento do ambiente de negócios em Moçambique.
Para tal, “deve haver um compromisso por parte dos funcionários e maior
coordenação e sincronia entre os vários sectores que intervêm neste processo
(Ministério da Indústria e Comércio, Ministério da Economia e Finanças,
Ministério do Trabalho e Segurança Social e Ministério da Justiça, Assuntos
Constitucionais e Religiosos) para que o serviço prestado ao cidadão seja
célere e fiável.
“Pretendemos chegar a uma fase em que o cidadão não precise de se deslocar
ao BAÚ para dar início a um processo de licenciamento. Através da
interoperabilidade, isso será feito de forma remota, através de um telemóvel ou
computador. E não estamos longe disso. Precisamos de fazer algumas reformas no
sistema actual”, acrescentou.
Importa realçar que, para além do BAÚ, Carlos Mesquita visitou, igualmente,
a Direcção da Indústria e Comércio da Cidade de Maputo, onde se inteirou do seu
funcionamento e desafios.

Comments
Post a Comment