Filipe Nyusi Aos Secretários De Estado: Evitem sobreposição nas áreas de actuação
O Presidente da República, Filipe Nyusi, conferiu posse ontem aos dez
secretários de Estado provinciais, que passam a representar o Estado e o
Governo Central nestas divisões territoriais, à luz do sistema de governação
descentralizada introduzida com a revisão constitucional aprovada em 2018.
Ao abrigo do artigo 26 da Lei nº 7/2019, de 31 de
Maio, que estabelece a organização e funcionamento dos órgãos de representação
do Estado na província, os empossados têm a competência de, entre outras,
orientar a preparação do Plano Económico e Social, sua execução e o respectivo
balanço nas áreas não descentralizadas.
Também têm a competência, ao abrigo da mesma lei,
de praticar actos administrativos e tomar decisões indispensáveis sempre que
circunstâncias excepcionais de interesse público assim o exijam, devendo
comunicar imediatamente ao órgão competente.
Ao secretário de Estado provincial compete
igualmente intervir e recomendar medidas pertinentes no âmbito da preservação
da ordem e segurança públicas, bem como implementar, a nível provincial,
actividades de cooperação internacional, no quadro da materialização da
política externa e de cooperação internacional do Estado.
No discurso de posse, o Presidente da República
reconheceu que numa fase inicial poderá haver conflito de interesses dominado
pela sobreposição de áreas e tarefas entre os secretários de Estado e outros
agentes ligados à governação descentralizada provincial.
Para minimizar o impacto desta eventual
sobreposição, o Chefe do Estado recomendou aos secretários de Estado que
aprofundem os instrumentos legais para o bom desempenho das instituições e na
promoção do bem-estar das nossas populações.
“É vossa responsabilidade procurar as melhores
formas para ultrapassar esse tipo de constrangimentos, porque o nosso objectivo
é claro e comum, a promoção da justiça social e do bem-estar dos moçambicanos”,
afirmou Filipe Nyusi.
Acrescentou que os empossados precisam de conhecer
com profundidade as suas atribuições e dos demais órgãos na província, sem
esquecer que ao descentralizar a administração pública o Estado pretende
encorajar a participação dos cidadãos na procura de soluções para os seus
problemas

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